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Full text of "Porto Aleqre nos 90: características sócio-econômicas da metrópole gaúcha"

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Encontro Nacional 
de Produtores e Usuários 
de Informações Sociais, 
Econômicas e Territoriais 



INFORMAÇÃO PARA UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA 

III Conferência Nacional IV Conferência Nacional 

de Geografia e Cartografia de Estatística 



Reunião de Instituições Produtoras 
Fótum de Usuários 
Seminário "Desafios para Repensar o Trabalho" 
Simpósio de Inovações 
Jornada de Cursos 
Mostra de Tecnologias de Informação 

27 a 31 de maio de 1996 
Rio de Janeiro, RJ BRASIL 

60 anos 

1936-1996 




Uma das maneiras de olhar o ofício de produzir 
informações sociais, econômicas e territoriais é como arte de 
descrever o mundo. Estatísticas e mapas transportam os fenômenos 
da realidade para escalas apropriadas à perspectiva de nossa visão 
humana e nos permitem pensar e agir à distância, construindo 
avenidas de mão dupla que juntam o mundo e suas imagens. Maior o 
poder de síntese dessas representações, combinando, com precisão, 
elementos dispersos e heterogêneos do cotidiano, maior o nosso 
conhecimento e a nossa capacidade de compreender e transformar o 
realidade. 

Visto como arte, o oficio de produzir essas informações 
reflete a cultura de um País e de sua época, como essa cultura vê o 
mundo e o torna visível, redefinindo o que vê e o que há para se ver. 

No cenário de contínua inovação tecnológica e mudança 
de culturas da sociedade contemporânea, as novas tecnologias de 
informação - reunindo computadores, telecomunicações e redes de 
informação - aceleram aquele movimento de mobilização do mundo 
real. Aumenta a velocidade da acumulação de informação e são 
ampliados seus requisitos de atualização, formato - mais flexível, 
personalizado e interativo - e, principalmente, de acessibilidade. A 
plataforma digital vem se consolidando como o meio mais simples, 
barato e poderoso para tratar a informação, tornando possíveis 
novos produtos e serviços e conquistando novos usuários. 

Acreditamos ser o ambiente de conversa e controvérsia 
e de troca entre as diferentes disciplinas, nas mesas redondas e 
sessões temáticas das Conferências Nacionais de Ceografia, 
Cartografia e Estatística e do Simpósio de Inovações, aquele que 
melhor enseja o aprimoramento do consenso sobre os fenômenos a 
serem mensurados para retratar a sociedade, a economia e o 
Território nacional e sobre as prioridades e formatos das informações 
necessárias para o fortalecimento da cidadania, a definição de 
políticas públicas e a gestão político - administrativa do País, e para 
criar uma sociedade mais justa. 



Simon Schwartzman 
Coordenador Ceral do ENCONTRO 




Promoção 



Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 

IBGE 

Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 

IBGE 

Associação Brasileira de Estudos Populacionais 

ABEP 
Co-Promoçâo 
Associação Brasileira de Estatística 

ABE 

Associação Brasileira de Estudos do Trabalho 

ABET 

Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva 

ABRASCO 

Associação Nacional de Centros de Pós-graduação em Economia 

ANPEC 

Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências 

Sociais 

ANPOCS 

Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Geografia 

ANPEGE 

Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em 

Planejamento Urbano e Regional 

ANPUR 

Sociedade Brasileira de Cartografia 

SBC 

Apoio 

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro 

FIRJAN 

Academia Brasileira de Letras 

ABL 

Conselho Nacional de Pesquisas 

CNPq 

Financiadora do Estudos o Projetos 

FINEP 

Movi:. 1,1 ( jciicia Hoje 



Institutos Regionais Associados 



Companhia do Desenvolvimento do Planalto Central 
CODEPLAN (DF) 

Empresa Metropolitana de Planejamento da Grande São Paulo S/A 
EMPLASA (SP) 

Empresa Municipal de Informática e Planejamento S/A 
IPLANRIO (RJ) 

Fundação Centro de Informações e Dados do Rio de Janeiro 
CIDE (RJ) 

Fundação de Economia e Estatística 
FEE (RS) 

Fundação de Planejamento Metropolitano e Regional 
METROPLAN (RS) 

Fundação Instituto de Planejamento do Ceará 
IPLANCE (CE) 

Fundação João Pinheiro 
FJP (MG) 

Fundação Joaquim Nabuco 
FUNDAJ (PE) 

Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados 
SEADE (SP) 

Instituto Ambiental do Paraná 
lAP (PR) 

Instituto de Geociências Aplicadas 
IGA (MG) 

Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis 
IPEAD (MG) 

Instituto do Desenvolvimento Econômico Social do Pará 
IDESP (PA) 

Instituto Geográfico e Cartográfico 
IGC (SP) 

Instituto de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento “Jones dos 
Santos Neves” 

IJSN (ES) 

Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social 
IPARDES (PR) 

Processamento de Dados do Município de Belo Horizonte S/A 
PRODABEL (MG) 

Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia 
SEI (BA) 



3 




Organização 



Coordenação Geral 

Simon Schwartzman 



Confege 

César Ajara (IBGE) 

Denizar Blitzkow (USP) 

Jorge Marques (UFRJ) 

Lia Osório Machado (UFRJ) 
Mauro Pereira de Mello (IBGE) 
Speridião Faissol (UFRJ) 
Trento Natali Filho (IBGE) 



Comissões de Programa 
Confest 

José A. M. de Carvalho (UFMG) 
José Márcio Camargo (PUC) 
Lenlldo Fernandes Silva (IBGE) 
Teresa Cristina N. Araújo (IBGE) 
Vilmar Faria (CEBRAP) 
Wilton Bussab (FGV) 



Comissão Organizadora 



Secretaria Executiva - Luisa Maria La Croix 
Secretaria Geral - Luciana Kanham 
Confege, Confest e Simpósio de Inovações 

Anna Lucia Barreto de Freitas, Evangelina X.G. de Oliveira, 
Jaime Franklin Vidai Araújo, Lilibeth Cardozo R. Ferreira e 

Maria Letícia Duarte Warner 
Jornada de Cursos - Carmen Feijó 
Finanças - Marise Maria Ferreira 
Comunicação Social - Micheline Christophe e Carlos Vieira 
Programação Visual - Aldo Victorio Filho e 
Luiz Gonzaga C. dos Santos 
Infra-Estrutura - Maria Flelena Neves Pereira de Souza 
Atendimento aos Participantes - Cristina Lins 

Apoio 

Andréa de Carvalho F. Rodrigues, Carlos Alberto dos Santos, 
Delfim Teixeira, Evilmerodac D. da Silva, Gilberto Scheid, 
Héctor O. Pravaz, Ivan P. Jordão Junior, 
José Augusto dos Santos, Julio da Silva, Katia V. Cavalcanti, Lecy Delfim, 

Maria Helena de M. Castro, Regina T. Fonscíca, 
Rita de Cassia Ataualpa Silva o T.aisa S.iwc/iik 
Registramos ainda a colaboração de técnicos das (llll■ll•MIes 
áreas do IBGE, com seu trabalho, cnlic.is i> '.oíipsIõi". p.ii.i a 
consolid.iç.io dii pmielo do I t JUON I RO. 




Porto Alegre Anos 90: Características Sócio-Ecoiiômicas da 

Metrópole Gaúcha 



Clitia Helena Backx Martins* 
Amilcar Bruno S. Loureiro** 



Introdução 



A crise econômica que vem atingindo o Brasil desde a 
década passada resultou em efeitos devastadores como o 
crescimento da miséria e a deterioração da qualidade de vida 
de grande parte da população. Observa-se, porém, que a crise 
brasileira se insere no movimento de reestruturação 
econômica internacional e de globalização de mercados, que 
adota um novo modelo de produtividade, com base na 
organização flexível do trabalho (RIBEIHO, SANTOS JUNIOl, 
1993 ; . 

Dentro desse contexto, e em função do processo urbano- 
industrial no País, as áreas metropolitanas brasileiras 
mostram-se como locais onde os efeitos da crise se 
intensificam, apresentando dinâmicas específicas de queda 
dos níveis de emprego e renda (ROCHA, 1991; RIBEIRO, LAGO, 
1994). Por outro lado, as transformações na estrutura 

*Econcmista e Socióloga da FSE 
**Eccncmista da ?EH e Professor da PUC/RS 



Os autores agradecem a Naia Oliveira, Rosetta Mamraarella s 
Tanya Barcellos pelas contribuições à versão preliminar do 
texto, ham. ccmc ao estagiário Leonardo Xavier da Silva pelo 
esforço e dedicação na confecção de mapas e tabelas. 




ocupação dc scic urbano em Porte Alegre, reportando-se à 
questão da segregação sccio-espacial 

0 tema do presente artigo remete a estas investigações 
prévias, tentando unir as perspectivas de tranf orir.ações 
econômicas e de enclusãc social no município de Porto 
Alegre. Assim sendo, verificamos, em primeiro lugar > como se 
dá o processo de transformação na estrutura produtiva de 



Port 


o Alegre, para 


caracterizar a 


terciarisação na 


capital 


C3.1J.C 


ha, através de 


indicadores de 


renda interna e 


ocupação 


por 


setores. Além 


de quantificar 


a participação 


de cada 



setor na ocupação e na renda interna municipal, e a 
contribuição setorial ie Porto Alegre na renda interna do 
Estado -lo período recente, procedemos a um levantamento 
sobre os segmentes de serviços na metrópole, tentando situar 
a diferenciação interna do setor quanto ao critério de 
classificação entre segmentos mais "modernes" ou mais 
"tradicionais" . 

Ila segunda parte dc texto, procurou-se investigar as 
características intra-urbanas de segregação sccio-espacial e 
condições de vida, usando para esse fim a delimitação 
espacial das áreas de ocupação regular e irregular no 
município(2 ' . Para tanto, foram selecionados indicadores de 
saúde e de saneamento básico. No caso dos indicadores de 
saúde, utiliceu-se a mortalidade infantil proporcional e a 
mortalidade proporcional de menores de cinco anos. Quanto ao 
saneamento básico, fei verificado o nível de atendimento por 
rede de água e esgoto sanitário. 



Estes indicadores mostram 




diretamente a satisfação das necessidades básicas da 
população, revelando, de modo claro, o nível de bem-estar. 
Secundo a UNICE? (Situação Mund. Infan. , 1989), por um lado, 
eles medem os resultados finais das ações de planejamento 
sccic-eccnômico , sendo por isso mais úteis do que os 
indicadores que medem os meios para chegar a resultados 
desejáveis, como número ds médicos por 1000 habitantes ou 
nível da matrícula escolar. Por outro lado, eles têm a 
vantagem de retratar diferentes características da população 
6 sua relação com os serviços públicos, como o conhecimento 
das mães sobre questões ligadas à saúde, e disponibilidade e 
acesso a serviços sanitários . 

Os dados obtidos estão desagregados segundo as áreas de 
ocupação regular e de ocupação irregular, estas últimas 
formadas predominantemente pelos núcleos de subabitações . 
Deste modo, pretendeu-se verificar a distribuição espacial 
de serviços de saneamento básico e das condições de saúde em 
Porto 'Alegre . 

Juntando-se as duas pontas da análise, o objetivo é 
observar o padrão de segregação social do espaço, dada o 
atual processo de mudanças na estutura produtiva da cidade. 

Perfil Econômico da Metrópole: o Crescimento do Setor 
Terciário 



Jaracterizacãc de Porto .Aleare e sua Região Metropolitana 





A Região Metropolitana de Porto Alegre (SMPA) destaca- 
se como a maior concentração urbana no Rio Grande do Gul. Na 
década de 80, a tara geométrica de crescimento populacional 
na RMPA superou a média do Estado, ressaivando-se o fato de 
que, na Capital, a taxa ficou abaixo dessa média, ou seja, o 
crescimento Iccalizou-se nos demais municípios da- Região. 
Efetivamente, dos 33 municípios nc Estado que, de acordo com 
dados do Censo Demográfico de 1991, tiveram taxas de 
crescimento peio menos duas vezes superiores à média 
estadual (1,478%), 17 pertencem à Região Metrcpolitana( 3 ) . 
Ainda conforme o último Censo, um terço da população total 
cu 41,56% da população urbana dc Estado vive na RMPA. Porto 
A.lsgre, porém, teve reduzida a sua participação na população 
urbana do Estado, com um decréscimo entre 1980 e 1991 de 
21,33% para 17,33%, o que pode ter a conotação de Uh. 
"transbordamento" , isto é , uma expansão da cidade em 
direção aos municípios periféricos. 

No que se refere aos aspectos econômicos, a RMPA 
apresenta crescimento da participação na renda de serviços 
do Estado (de 43', 38% em 1930 para 47,24% em 1990) e na renda 
industrial (de 51,51% em 19S0 para 53,33% em 1890), bem como 
na População Economicamente .Ativa (PEA) estadual ocupada na 
indústria (43,33% em 1980 s 44,65% em 1990) (4). 

No entanto, como mencionamos na Introdução, Porto 
Alegre vinha sofrendo um processo de desindustrialização 
relativa, desde a década de 70, com a saída de indústrias 
para o seu entorno (ALONSO, 3.ANDSIRA, 1933). A Capital 




seguiu redusindo sua participação na renda industrial do 
Estado, de 1S,S7% ern 19S0 a 12,45% em 1985, mantendo-se, 
entio nc mesmo nível até 1990 {Tabela 1). 

A tendência, a nível estadual, portanto, é de 
reconcentração das indústrias em outros municípios da EMPA, 
ccm exclusão da sede metropolitana. Observa-se que o outro 
pólo industrial no Estado localiza-se na região de Caxias do 
Sul, próxima à Eegião Metropolitana, formando-se um eixo 
entre os deis. 

Por outro lado, mesmo tendo perdido relativaraente sua 
relevância como centro industrial, Porto Alegre ainda mantém 
sua posição de município com participação proporcionalraente 
mais alta na renda estadual desse setor, com 12,44% {1990} 
(Tabela 2). Sobre o tipo de produção industrial 
predominante no município, ressalta-se que, embora os três 
grandes complexos industriais do Estado, a saber, o Complexo 
Coureiro-Calçadista, o Complexo Metal-Mecânico, e o Complexo 
Químrcò, Iccalize.m-se prsf erencialmente na Região 
Metropolitana, apenas o Químico mantém-se com uma certa 
expressão na Capital, com produção de Fertilizantes, 
Plásticos, Produtos Farmacêuticos, etc... Os outros gêneros 
industriais predominantes na cidade, nâo pertencentes a este 
Complexo, têm caráter de bens de consumo não-duráveis, como 
Bebidas e Vestuário. Tom.ando-se como base a participação 
percentual do número de empregados em indústrias no 
miunicípio sobre o total estadual, por gênero, constatamos 
que os gêneros industriais mais relevantes no município são: 




Frcdutcs Jarniacêuticcs e Veterinários (54%); Editorial e 
Gráfica {47%); Per f uirar ias , Sabõe_s e Velas (3S%); Vestuário 
e Artefatos de Tecidos (20%); Bebidas (1S%); Produtos de 
Matérias Plásticas (17%); Fertilizantes (15%) (FES/NEI, 
1394} (Tabela 3'. 

Em resumo, percebe-se que, no contento estadual, a 
participação da Porto Alegre na produção industrial 
tecnolcgicamenta mais avançada é limitada, já que os ramos 
que aqui estão mais representados , com encsção do Químico, 
sãc aqueles considerados ocmo mais tradicionais, do ponto -de 



vista de inovações tecnológicas (FEE/NSI, 1994). 

Entretanto, Porto Alegre mantém-se como a .metrópole do 
Estado, por sua contribuição à renda de serviço3(5) (Tabela 
4) e pela propcrçãc da PEA ocupada no terciário estadual 
(Tabela 5), com ênfase e.rn alguns segmentos de serviços, como 
A.dministração Pública e Atividades Sociais (Barcellos, 



19 9^} 

.Assim, deixando de lado c papel de pólo industrial. 
Porto Alegre ainda centraliza atividades fundamentais ao 
sistema produtivo estadual. Para entender melhor o novo 
papel que se coloca para a metrópole, abordamos a seguir 
alguns aspectos sobre o setor terciário. 



0 Setor Terciário 



.A noção t radie 
relação aos demais 



cnal sobre o terciário re.mete à idéia de 
complementar, das suas atividades em 
setores da economia, já que este setor 




não produs bens tangíveis, como a agropecuária ou a 
indústria. 

Anita Xon (1992) aponta três fatores primordiais 
interligados para explicar o processo de terciarização das 
economias industriais, associado ao desenvolvimento 
econômico global, principalmente após a Segunda Guerra 
Mundial. São eles: 1- o processo de concentração e 
centralização de capital, 2 -a internacionalização do 
capital por meio da multinacionalização das empresas, e 3- 
o desenvolvimento da alta tecnologia, com a criação de 
empresas multidivisionais . Estas transformações trouxeram 
novas formas de organização e controle das empresas, gerando 
a necessidade de criação de uma rede de empresas de serviços 
auxiliares, externos às empresas, o que resulta no 
crescimento da terciarização a nível global. 

No Brasil, com a aceleração dos processos de 
industrialização e urbanização a partir dos anos 50, 
importantes mudanças se desenvolveram na estrutura produtiva 
interna. 0 setor de serviços cresceu significativamente 
desde então, tornando-se majoritário na composição da renda 
e do emprego, tanto nc País como no estado do Rio Grande do 
Sul. Ef etivament# , o setor terciário local, no seu 
crescimento, tem seguido um padrão similar ao desempenho do 
agregado nacional. Em 1940, o setor ocupava cerca de 25% da 
População Economicamente Ativa (PEA), igualmente no Brasil e 
no Rio Grande do Sul; em 1970 passa a absorver em torno de 
37% da PE.A total, no País e no Estado (FEE, 1978). Para 




19S0, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 
(PNAD) indicam gue respectivamente 541 da ?EA (Brasil) e 51% 
da ?EA (RS) concentram-se no setor (PNAD, 1990). 

Quanto à estrutura interna do produto terciário gaúcho, 
as duas maiores transformações no período 1947-1969 referem- 
se à diminuição da participação do segmento Comércio de 
Mercadorias (da 40,91 em 1947 para 21,341 em 1969) e do 
crescimento dos serviços creditícios e financeiros (8,68% em 
1947 e 20,69% em 1969), 2m termos da estrutura ocupacional 
do setor, percebe-se gue a tendência ac crescimento -da 
ocupação formal no Estado não interferiu na permanência das 
atividades informais, como o comércio ambulante (FEE, 1978). 

Ressalta-se, porém, a heterogeneidade do terciário 
quanto às formas de organização, desempenho e comportamento 
econômico, existindo vár?os critérios para classificar as 
atividades diferenciadas gue compõem o setor. 

Ha tentativa de ordenar as atividades em subgrupos mais 
homogêneos , pode.mos recorrer aos dois critérios elaborados 
pelo IBGS/DPE (1989): 

1- Identificação do usuário dos serviços (pessoas ou 
empresas ) . 

Normalmente , essa divisão é colocada em termos de 
serviços para a produção, ou seja, serviços especializados 
complem.entares à indústria e, em menor escala, à produção 
agropecuária; e serviços para o consumo, dirigidos ao 
consumo final de indivíduos cu famílias. 




2- Grau de intensidade de capital, sofisticação 
tecnológica e forma de absorção de mão-de-obra. 

Nessa classificação, colocam-se, de um lado, os 
segmentos ditos "modernos”, nos quais as relações entre os 
agentes econômicos assumem formas tipicamente capitalistas; 
estes segmentos se caracterizam pela utilização de 
tecnologias mais sofisticadas, por maior intensidade de 
capital s por exigirem maior nível de qualificação e 
especialização da mão-de-obra, como os serviços creditícios 
e financeiros, parcelas do- Comércio, Transportes, 
Comunicações e Armazenagem, e serviços técnicos 
especializa-dos , a exemplo da Informática. Por outro lado, 
estariam os segmentes "tradicionais", onde predominam formas 
de organização arcaicas, baixo emprego de tecnologia e mão- 
de-obra pouco qualificada, constituída principalmente por 
autônomos ou por trabalhadores sem vínculo empregatício 
formal; estas características, por sua vez, são freqüentes 
na prestação de Serviços Pessoais, no pequeno Comércio 
Varejista, no Comércio Ambulante e nos Serviços Domésticos. 

Comuroente, se identifica os serviços para a produção 
com os segmentos "modernos" do terciário, apesar de que 
alguns dos ramos desses segmentos sejam voltados ao consumo 
final, como hipermercados e shoppings. 

No caso de Porto Alegre, veremos a seguir alguns 
aspectos sobre o perfil do setor serviços, isto é, como se 
dá -aqui o processo de terciarização , e quais as perspectivas 
gerais sobre as novas funções da metrópole regional. 




Nevas Funções Econômicas de Porto Aleare 



Em Porto Alegre, o terciário assume um papel 
preponderante em relação aos outros setores da economia, no 
que diz respeito à sua participação na estrutura da renda 
interna do município, a qual passou de 59,52% em 1980 para 
76,97% em 1990 (Tabela 6); e na distribuição percentual da 
ocupação, representando 84% dos ocupados em- 1993, segundo 
dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED,/p.MPA) ( 6 ) , 
(Tabela 7). Por sua vez, a contribuição da Capital na renda 
do terciário estadual tem sido, historicamente, bastante 
significativa. Tomando-se os dois sabgrupos que compõem o 
setor constata-se que, tanto o Comércio de Mercadorias, 
quanto o outro subgrupo, Demais Serviços, tiveram uma 
participação acima de 25% em 1990; a participação do 
terciário de Porto Alegre, como um todo, correspondeu a 
28,55% nesse ano(7} (Tabela 1). Levamos em consideração, 
entretanto, que o subgrupo Demais Serviços foi o que 
apresentou maior dinamismo entre todos os setores do 
município no- passado recente, aumentando sua participação na 
estrutura produtiva de Porto .Alegre, de 49,48% em 1980, para 
60,45% era Í990, enquanto o outro subgrupo. Comércio, reduziu 
sua participação percentual entre 1980 e 1990, de 20,14% 
para 16,52% (Tabela 6). Esta queda da importância relativa 
do Comércio, e o paralelo crescimento dos Demais Serviços, 
tendência existente desde os anos 70, se dá si.multaneamente 
a uma diversificação dc último subgrupo, com o surgimento de 




novas atividades, mais sofisticadas e especializadas 
(ALONSO, BANDEIRA, 1988). 

Investigando o terciário, alguns trabalhos como os de 
Berni (1986), do IBGE/DPS (1989), Dedecca e Montagner 
(1991), Pacheco (1992), e da PMPA (1993; 1993a) discutem a 
capacidade desse setor em gerar emprego e renda, e de 
compensar a perda nas finanças municipais das grandes 
cidades, causada pelo decréscimo relativo de ■ transferências 
de taxas sobre atividades industriais, conseqüência da 
desindustrialização . Frequentemente, associa-se o 
crescimento do terciário e de seu papel na geração de postos 
de trabalho e de rendimentos com a modernização do setor . 
Esta se daria primordialmente pela integração com as 
atividades industriais, melhorando-se as condições técnicas 
e a especialização nos chamados serviços para a produção. 
Identificar este segmento de serviços, que se insere no 
subgrupo Demais Serviços, averiguando como ele se situa em 
Porto" 'Alegre, é, assim, prioritário para examinar suas 
possibilidades nesse sentido. 

Em uma pesquisa realizada na Região Metropolitana de 
São Paulo, a equipe local da Pesquisa de Emprego e 
Desemprego (PED/SP - Convênio SEADE/DIEESE ) , subdividiu os 
diversos segmentos de Demais Serviços em: 1-Serviços para a 
Produção, 2-Serviços para o Consumo e 3-Serviços ligados a 
Políticas Sociais (PED/SP, s.d,), para verificar o 
percentual de ocupados em cada grupo. Usando o mesmo 
critério(8), e tomando os dados amostrais para Porto Alegre 




reunimos os Demais Serviços nos 



da PED/RMPA (média de 1993), 
seguintes grupos: 

1- Serviços para a Produção - abarca os segmentos 
Transportes e Armazenagem; Serviços Especializados; Serviços 
Creditícios e Financeiros; Comércio, Administração de 
Valores Mobiliários e de Imóveis; Serviços Auxiliares; 
Oficinas de Reparação Mecânica; Outros Serviços ãe Reparação 
e Limpeza; e Serviços de Comunicações. 

2- Serviços para c Consumo - com os segmentos Serviços 
Pessoais; Serviços de Alimentação; Serviços Domésticos;- e 
Diversões, Radiodifusão e Teledifusão. 

3- Serviços ligados a Políticas Sociais ■ compreende os 
Serviços de Utilidade Pública; Serviços de Administração 
Pública, Forças .Armadas e Polícia; Educação; Saúde; e 
Serviços Comunitários. 

Verificando a distribuição percentual dos ocupados nos 
serviços, de acordo com os dados da PED/RMPA, constatamos 
que em Porto A.legre a maior parte, ou seja, 43,0% dos 
trabalhadores no setor, ocupa-se de Serviços para a 
Produção, enquanto 37,5% estão no grupo Serviços ligados a 
Políticas Sociais e 19,5% no grupo Serviços para o Consumo 
(9) (Tabela 8). Por outro lado, um dado que também 
permite uma aproximação para se dimensionar o peso dos 
Serviços para a Produção no conjunto dos Demais Serviços, 
refere-se acs alvarás expedidos pela Secretaria Municipal da 
Indústria e do Comércio áe Porto Alegre (SMIC/PMPA). 
Reordenando-se as atividades de serviços que constam na 




listagem de alvarás concedidos durante os anos de 1989 a 
1992, agregados, e o ano de 1993, segundo as mesmas 
categorias utiiisadas na PED, percebe-se, na Tabela 9, que a 
maior parte de serviços licenciados pela SMIC relaciona-se à 
produção, nos dois pontos (32,39% no período 1989-92 e 
75,08% em 1993). Não podemos, entretanto, concluir, a partir 
deste dado, que os serviços ligados à produção sejam tão 
preponderantes na cidade, já que uma parte significativa dos 
Serviços Sociais, ou seja, aqueles ligados à Administração 
Pública, não necessitam de alvarás para seu funcionamento e 
portanto, não fazem parte da listagem. Contudo, pela própria 
verificação da existência do registro legal da atividade, 
reforça-se a imagem de menor informalidade nos Serviços para 
a Produção do que nos Serviços para o Consumo. Outro aspecto 
a destacar diz respeito à participação crescente de alguns 
segmentos de serviços, como os serviços auxiliares (34,75% e 
38,30%, nos dois pontos, respectivamente) e os serviços de 
reparação, limpeza e vigilância (7,91% e 9,11%), o que pode 
estar relacionado ao processo de terceirização, isto é, a 
transferência de atividades que antes eram desempenhadas 
pelo setor industrial para o terciário, através de contratos 
das indústrias com empresas específicas dos serviços. 

Passando para um outro tipo de classificação, tentamos 
qualificar os segmentos do Terciário em mais modernos ou 
tradicionais , verificando, através de dados sobre ocupação 
da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios em 1990, o 
percentual de ocupação formal e informal (10) dos setores e 




subsetores econômicos usados na PNAD. Embora os dados sejam 
agregados para a Região Metropolitana como um todo, pode-se 
utilÍ 2 á-los como proxy para Porto Alegre, devido à 
importância da participação do município na renda e na 
ocupação da RMPA. Dessa forma, nota-se pela Tabela 10, que, 
entre as atividades com maior grau de informalisação nos 
vínculos de trabalho, além da Agricultura, encontra-se o 
ramo Prestação de Serviços, que, conforme- os critérios 
usados na PNAD, reune somente serviços dirigidos ao consumo 
como alojamento e alimentação, diversões, conservação, 
etc... Neste segmento de serviços, o percentual de 
informalização da mão-de-obra ocupada corresponde a 58,82%. 
Já nos' ramos de serviços ligados à produção, percebe-se o 
contrário: no ramo de Transporte e Comunicações, 76,41% das 
pessoas ocupadas estão no setor formal, e nos Serviços 
Auxiliares das Atividades Econômicas esse percentual 
equivale a 55%. O ramo Social, que compreende os serviços 
comunitários, médicos, odontológicos e de ensino, também tem 
ura alto percentual de ocupação formal: mais de dois terços 
do pessoal ocupado. No caso da Administração Pública, 
considera-se 100% do pessoal ocupado no setor formal, 
somando-se celetistas e estatutários. 

Para ter-se uma idéia de como evoluíram os setores 
formal e informal nos últimos anos na RMPA., a Tabela 11 e o 
Gráfico 1 nos mostram que, de 1984 a 1990, a proporção tem 
sido de cerca de 2/3 do pessoal ocupado no setor formal e o 
restante nc setor informal. Não obstante, percebe-se uma 




iGve redução do setor formal em relação ao informal no 
período . 

Per outro lado, tomando-se novamente dados amostrais da 
PED/RMPA (média de 1993), constata-se que, no município de 
Porto Alegre, o padrão de distribuição dos ocupados, segundo 
posição na ocupação, é similar ao da Região Metropolitana 
como um todo, sendo que aproximadamente 65% da mão-de-obra 
ocupada se encontra no setor formal e cerca de 35% no setor 
informal. 

Em face desses resultados, os quais demonstram a 
importância que alguns segmentos do terciário moderno ou 
"superior" vem assumindo em Porto Alegre, não subestimando a 
permanência dos segmentos de serviços tradicionais, 
informais, podemos sinalizar a expansão dos segmentos de 
serviços ligados à produção, especialmente no que tange aos 
serviços especializados, vinculados aos complexos 
industriais localizados no eixo RMPA-aglomerado de Caxias do 
Sul/ ' Nesse caso, sem desconsiderar a existência do Pólo 
Mecatrcnico de Caxias do Sul, Porto Alegre pode vir a ser a 
sede de centros de pesquisa que atendam às necessidades 
dessas indústrias, já que, como vimos anteriormente, grande 
parte das atividades industriais de ponta estão sediadas nos 
outros municípios da RMPA ou na região de Caxias (PEE/NSI, 
1994). Além disso, a cidade deve atender à própria dinâmica 
de crescimento dc terciário, com o desenvolvimento de 
tecnologias nas áreas de comunicações, informática, 
transportes, armazenamento e outras. .Assim, suas funções de 




^ ^ ^ 






. w *.A mim « 



no sistana urbano gaúcho 

. --- , -- indc-se, nc entanto, a ^ estrutura 

prcfuti%'a no sentido de se consolidar como uma cidade de 

serviços avançados, necessários e complementares ao 

desenvolvimento ds sua Região Metropolitana e ao resto do 



Contudo, cs dados sobre cs processos sócio-espaciais 
de construção da cidade revelam a intensificação de aspectos 
relacionados à segragação urbana em Fcrto Alegre, denotando 



0 caráter de modelo dual de desenvclvimentc 
estãc contemplados na análise que se segue . 



.es asp 






■0 Fenômeno de Secrecacãc urbana em Porto Alecre 

0 tema da segregação sócio-espacial urbana tem sido 
abordado de medo a relacionar este fenômeno com o processo 
de valcritação do sole urbano(ll), o qual determina a 
snpulsãc- da população de baixa renda para a periferia e a 
dos equipam.entos e serviços urbanos nas áreas 



ntrais e valoriradas das cidades 



Cii Í..Í. aycíu 

mais 

Historicamente, o fenômeno da segregação urbana vem 
assumindo proporções crescentes em Porto Alegre, com o 






núcleos de subabitação de 41, em 1951, para 145, 



em 1930/1981 e para 249, em 1991, segundo dados da 
Secretaria do Planejamento Municipal. Nestes mesmos anos, a 
população destes núcleos era, respectivaments , de 16.303 
, 171.-1? b.s.bibsnti^s s 425.000 hsbibsntss/ 

£ C r* p "n .'l á.IT‘33.S CCIZ*^ ^vCãO Í.X’2rSCrill ^IT , CSXSCt sir 23(3.3S p©lâ 




ocupação ilegal do solo, e des cumprimento das leis e normas 
urbanísticas, com parcelamento irregular ou clandestino do 

Entretanto, o número exato de moradores destas áreas 
não é conhecido, devido à divergência de metodologias entre 
a Prefeitura Municipal de Porto Alegre e o IBGE. 

Em 1991, os estudos da PMPA, baseados em estimativas, 
apontaram 425. OCO pessoas nas áreas de subabitação, 
correspondendo a 34,07% da população urbana e 33,64% da 
população total. Já o IBGE detectou, no caso de 1991, 99.232 
pessoas nos aglomerados subnormais, representando 8,00% da 
população urbana e 7,86% da população total da cidade. 

.A diferença entre os dois dados se deve ao fato de que 
a metodologia da PMPA abrange toda a população encontrada 
numa área de ocupação irregular, ao passo que a metodologia 
do IBGE só considera os núcleos de subabitação a partir de 
51 barracos e não inclui nos aglomerados subnormais os 
núcisos” que possuam dois dos três serviços públicos 
essenciais (água, esgoto sanitário e energia elétrica 
domiciliar), o que descaracteriza muitas vilas de Porto 
Alegre, que dispõem de água encanada e iluminação elétrica. 
A-ssim., o IBGE levantou 24.308 barracos e a PMPA 106.250 
barracos, naquele ano. 

Em termos de ta.xa de crescimento demográfico, os dados 
da PMPA. indicam taxas geométricas anuais, entre 1980 e 1991, 
d.ç 1,0 55 para a população total e 1,026 para a população 
urbana. Já nos núcleos de subabitação, a população cresceu. 




naquele período, à taxa geométrica de 8,60. No mesmo 
período, os acréscimos registrados nas pcpr.iações urbana e 
total foram, respecti -/amente , de 12,24% e 11,88%. 

A expansão da população de Porto .Alegre para a 
periferia pode ser vista na Tabela 12, em que os bairros 
são agrupados segundo cinco circuites ds área (12), com 



dados do IBGE. 
populosos, os ci 
sua participação 
de 32,93% para 
c’’rou'’to oeriféri 



Vi-se que, dentre os circuitos .mais 
rcuites central e inter.mediário diminuíram 
na população total, de 30,13% para 24,72% e 
30,54%, respectivamente . ?cr sua vez, o 
cc aumentou sua participação de 33,84% para 



41,58% . 

A Tabela 13 mestra os bairros que apresentam maior 
crescimento demográfico entre 1980 e 1991, segundo o IBGE. 
As mais al^as taxas de crescimento encontraia-se em quatro 
bairros da periferia, a saber: Belém Velho, Vila Nova, Subem 
Berta e Hunaitá, seguidos de três bairros do circuito 
intermediário: Nenoai, Espírito Santo e Bom Jesus. 

Os des bairros cem maior cresci.mento populacional 
localisam-se predominante.mente nas áreas norte, sul e 
centro-sul do município; destes, apenas dois. Espirito 
Santo e 3slà Vista, não possuem áreas de ocupação irregular. 

.A Tabela 14 mostra o subgrupo populacional denominado 
pelo IBGE de população subnormal, distribuída segundo os 
circuitos, notando-se que 96,65% desta população encontra- 
se nos circuites intermediário e periférico. Já na Tabela 
15, estão arrolados os bairros que, conforme o IBGE, têm 




maior percentual de população subnormal , notando-se a alta 
concentração destes bairros nos circuitos intermediário e 
periférico, bem como sua localização ao sul, leste e norte 
do município. Ressalta-se novamente o fato de que a 
metodologia do IBGE exclui os núcleos com menos de 51 
subabitaçõss , acarretando a subestimação da população destas 
áreas, inclusive no circuito central. 

Por outro lado, o processo de ocupação irregular do 
solo em Porto .^legre fez com que os moradores de algumas 
áreas se instalassem, e.m áreas de risco. Segundo dados do 
Programa de Reassentamento da PMPA, foram identificados, nas 
vilas de Porto Alegre, 84 pontos de alto risco geotécnico; 
145 pontos de risco geotécnico não imediato; 119 pontos 
carentes de saneamento; a necessidade de relocação de 36 
moradias e de manejo de vegetação era dez pontos. 

Fica caracterizada, assim, uma tendência à ocupação 
irregular da terra pela população, formando manchas de 
assentamentos irregulares, em expansão para fora da área 
central e localizando-se predominantemente nas áreas 
intermediárias e periféricas da cidade. 

A seguir, serão analisadas comparativamente as áreas de 
ocupação regular e irregular .quanto à mortalidade de menores 
de cinco anos, à mortalidade infantil e ao atendimento por 
redes de água e esgoto, pressupondo-se uma relação muito 
forte entre o nível de atendimento por estas redes e o nível 
de saúde, sobretudo quanto ao grupo das doenças infecciosas 
9 n.anas it árias , 




A Mcrti5lid5ó6 PrcDorcioüHl Mgnorgs- d6 Cinco An*os g 



^for 1 5l í dad.9 Proocrcicnsl Infantil 

A taxa de mortalidade de menores de cinco anos, que 
estabelece a relação entre a população neste grupo etário e 
o respectivo número ds óbitos, é considerada pela UNICEF 
(Situação Mund. Xr.fan. , 19S?) o principal indicador das 

condições de vida em geral e das crianças, no mundo, e tem a 



sua utiliz< 



recomendada pelos órgãos de saúde pública no 



Estado do Hic Grande do Sul. Devido à inexistência de dados 
demográficos desagregados segundo as áreas ds ocupação 
regular e irregular, que psr.mitiriam determinar esta taxa, 
foi adotada a mortalidade proporcional na mesma faixa 
etária, a qual consiste na participação percentual das 
diversas causas de óbito na mortalidade total deste grupo, 
sendo este último indicador também adequado para detectar 
as relações entre os cbitos e o nivel de vida. 

Como não há dados anteriores a 1992 relativos à 
mortalidade proporcional de menores de cinco anos, a análise 
foi complementada utilizando-se dados sobre a mortalidade 



causas de óbitos ds menores um ano. Isto permitiu comparar 
cs dados de 1992 co.m os ds 19S0, sendo estes últimos do 
trabalho da ?EE "Segregação Urbana e Mortalidade em Porto 
Alegre" (EAPCELLCS, coord., 19S6'. 



>isrnin3.nd.o b . 3 í 



•a dos óbitos dos menores de cinco 



nos em 1992 (Tabela 15 5 , vê-se que ela guarda 





estrutura dos óbitos de menores de um 



correspondência com a 
anc, no mesmo ano (Tabela 18), tanto nas áreas de ocupação 
regular guante nas áreas de ocupação irregular. 

Nos assentamentos regulares, as principais causas de 
óbitos são, pela ordem, "algumas afecções geradas no período 
perinatal" e "doenças do aparelho respiratório", que 
compreendam 60,6% dos óbitos de menores de cinco anos e 
67,6% dos óbitos de menores de um ano, em 1992. 

Nos assentamentos irregulares, as maiores causas de 
morte são as "doenças do aparelho respiratório" e "algumas 
afecções geradas no período perinatal", pela ordem, 
abrangendo 61,0% dos óbitos de menores de cinco anos e 67,6% 
os óbitos de menores de um ano, em 1992. 

Combinando-se os dados da mortalidade infantil por 
causas de óbito (Tabela 18) com a mortalidade infantil 
desagregada em neonatal (até 27 dias) e infantil tardia (28 
a 364 dias) (Tabela 17), pode-se verificar a evolução do 
quadro de saúde nas áreas de ocupação regular e irregular 
entre 1980 e 1992, 

Nota-se que a mortalidade infantil tardia, mais 
sensível às condições do meio social, apresenta valores 
percentuais maiores do que os da mortalidade neonatal, nas 
áreas de ocupação irregular, e que, além disso, seu 
percentual aumentou de 56% em 1980 para 63% em 1992, nestas 
ársas . 

Nas áreas de ocupação regular a situação da saúde é bera 
melhor, pois a mortalidade infantil tardia, que depende mais 




das condições sociais, á inferior à mortalidade neonatal. 
Observa-se ainda qna nesses assentamentos regulares houve um 
avanço no nível de saúde entre 1980 e 1992, uma vez que a 
mortalidade infantil tardia diminuiu de 42,50% para 37,70%. 

Quanto à mortalidade infantil proporcional por grupos 
de causas, verifica-se que, entre 1980 e 1992, houve 
diminuição do percentual das doenças infecciosas e 
parasitárias, tanto nos assentamentos regulares (com uma 
queda de quase des pontos percentuais) quanto nos 
assentamentos irregulares (com uma queda de 7,4 pontos 
percentuais), como mestra a Tabela 18. Nestes últimos, 
entretanto, o percentual desta causa de óbito superou o dos 
assentamentos regulares, tanto em 1980 quanto em 1992, tendo 
a diferença entre eles au.mentado de 3,0 para 5,4 pontos 
percentuais. Assim, verifica-se, por um lado, a eficiência 
dos programas de imunização, que chegam a todas as áreas da 
cidade e, por outro lado, um aumento da diferença de 
mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias, ainda 
que pequeno, diferenciando as áreas de ocupação regular e 
irregular . 

No mesmo período houve um aumento da participação das 
doenças do aparelho respiratório, que passaram de 18,40% 
para 21 , 20 % nas áreas de ocupação regular e de 27, 60% para 
35,10% nas áreas de ocupação irregular. O aumento de 7,50 
pontos percentuais nos assentamentos irregulares é um 
provável motivo para o aumento da mortalidade infantil 
tardia nestas áreas (LOUREIRO, 1994), conforme a Tabela 17. 




Também neste caso . o percentual das áreas de ocupação 
irregular superou o das áreas de ocupação regular nos dois 
anos e a diferença entre elas aumentou de 9,2 para 13,9 
pontos percentuais no período. 

Nas áreas de ocupação regular, as afecções originadas 
no período perinatal mantiveram-se como principal causa ds 
óbito em 1992, apresentando um aumento de 5,20 pontos 
percentuais em relação a 1980, o que explica o aumento 
verificado na mortalidade infantil neonatal e exposto na 
Tabela 17. Nestas áreas, as doenças do aparellio respiratório 
constituem a segunda causa de óbito, fato que já ocorria em 
1980, tendo havido um aumento de 1,8 pontos percentuais na 
participação desta doença no período analisado. 

Já nas áreas de ocupação irregular, houve alteração na 
participação das principais causas de óbito. As afecções do 
período perinatal. que estavam em primeiro lugar como^ causa 
ds morte em 1980, estabilizaram o seu percentual e passaram 
para o segunde lugar em 1992. Quanto às doenças do aparelho 
respiratório, qus eram a segunda causa de óbito em 1980, 
tiveram o seu percentual aumentado e passaram para o 
primeiro lugar em 1992. Isto .mostra a deterioração das 
condições de saúde nestas áreas, pois este último grupo de 
causas é -Itamente dependente do meio social, enquanto o 
primeiro é menos dependente dos fatores sociais. 

As diferenças entre as áreas de ocupação regular e de 
ocupação irregular acima descritas, ganham ênfase na medida 
sm que se verifica a queda da .mortalidade infantil em Porto 




Âierrs, medida pelo coeficiente de incrtalidade de menores de 



um. anc , o 



^na cs óbitos nesta idade com os 



nascidos vivos. De fato, este coeficiente, que em 1980 
representava 37,24. por mil nascidos vivos, foi reduzido para 
25,91 em 1985 e em 1991 cai para 13,80. (GEASSI, 1992) 

Os dados de Porto Alegre, comparados com a meta de 50 
óbitos por mil nascidos vivos, fixada pela ONU para o ano 
2.000, indicam uma boa situação dc quadro da saúde na 
capital, quantc aos óbitos infantis, apesar dos problemas de 
queda da renda, verificados na década. Tai situação se deve 
tanto à ação da saúde pública, através dos programas de 
imunização, quanto à e.x tensão das redes de água e a esgoto 
da cidade, o que se reflete sobretudo na queda dos óbitos 
por doenças infecciosas . 

Contudo, os dados de mortalidade proporcional, ainda 
que obtidos mediante metodologia diferente da dos 
coeficientes ds mortalidade, mostram que é preocupante a 
situação das áreas de ocupação irregular, uma vez que mesmo 
beneficiadas em^ alguns aspectos por progr-amas das áreas de 
saúde pública, elas apresentaram um aumento da participação 
das causas de morte atribuídas a fatores sociais (Tabela 17) 
a tiveram percentuais crescentemente superiores aos das 
áreas de ocupaç.ãc regular nestas mesmas causas (Tabela 18). 

S oportuno aqui .mencionar mais uma vez o crescimento 
dos assentamentos irra guiares e de sua população como um 






ís diferenças apontadas entre as 



áreas de ocupação 



eguuar e 



expansão 




destas últimas dificulta a prestação do atendimento por 
inf ra-estrutura sanitária e ações de saúde, além do fato de 
que a população que acorre para estas áreas, devido ao 
processo de empobrecimento, torna-se totalmente dependente 
da ação do setor público. 

A seçuir, será analisada a situação da infra-estrutura 
de saneamento básico, em Perto Alegre, quanto às redes de 
água e esgoto. 

At-sndimente Por Áaua e Escoto Sanitário 

0 exame das redes de água e esgoto sanitário foi feito 
de modo a comparar o atendimento das áreas de ocupação 
regular e irregular, sendo para tanto apresentados alguns 
dados sobre o aumento dessas redes e sobre o grau de 
atendimento da população urbana. Estes últimos foram 
confrontados com os parâmetros estabelecidos pela 
Organização Pan-.Americana de Saúde (OPAS). As metas fixadas 
pela OPAS para a população urbana do Rio Grande do Sul, para 
o ano de 2004, são de 100% de atendimento por rede de água 
e 60% de atendimento por rede de esgoto. 

Segundo os dados da Prefeitura Municipal, em Porto 
Alegre 98% das economias urbanas cadastradas são atendidas 
com rede de água, o que inclui algumas economias situadas em 
vilas populares. Quanto à rede de esgoto, esta serve a 47% 
das economias urbanas cadastradas por esgoto sanitário, e 
26% por esgoto misto, abrangendo grande parte das áreas de 




incluindo 



em ambos os casos, algumas 



ocupação regular e 
economias localizadas em áreas de ocupação irregular. 

Assim, vê-se que a cidade de Porto Alegre está muito 
pró.xima de atingir a meta fixada para o abastecimento de 
água e precisa fazer um esforço para chegar à meta relativa 
ao esgoto, a.mbas projetadas para o ano de 2004. 

A seguir, na Tabela 20, é mostrado o ritmo de 
crescimento das redes de água e esgoto em Porto Alegre, a 
partir de 1984. 

A expansão da rede de água foi permanente no período, 
mantendo um ritmo constante de crescimento até 1991 e 
recebendo' um incremento significativo em 1992 e 1993 Em 
relação à rede de esgoto, esta teve um forte crescimento em 
1986 devido ao início do Projeto Rio Guaíba. Nos anos 
seguintes, apresentou taxas de crescimento variáveis, sendo 
as mais significativas a de 1938 em relação a 1986 e as dos 
três últimos anos da série. No período, as taxas de 
crescimento do esgote sanitário superaram ás de rede de 
água, com exceção dc ano de 1990. 

A Tabela 21 mostra o percentual de aumento de economias 
ligadas somente à rede de água, e às redes de água e esgoto 
em conjunto. Vê-se um maior crescimento das economias 
ligadas somente à rede de água, o que configura o 
atendimento de áreas até então carentes de qualquer serviço 
de saneamento básico. 

Comparando-se as áreas de ocupação regular e irregular, 
quanto ao atendimento por saneamento básico, verifica-se que 




as primeiras estão quase totalraente atendidas por rede de 
água, conforme indicado acima. Quanto à rede de esgoto, 
cerca de 47% do total das economias possuem esgoto cloacal, 
sendo que a área atendida se concentra principalmente na 
região central. 

k situação particular das áreas de ocupação irregular 

foi investigada segundo a localização das vilas destas áreas 

nas dezesseis regiões do Orçamento Participativo, porque: 1- 

os dados da Prefeitura Municipal estão assim referenciados e 

2- porque na definição das carências em água e esgoto foi 

atribuído o mesmo grau de carência a todas as vilas de uma 

mesma região, sendo um grau para água e outro para esgoto, 

como é indicado a seguir (ver Tabela 19 e mapa em anexo): 

nota 0: carência inferior a 10% ; 
nota 1: carência entre 10% e 25% ; 

nota 2: carência entre 26% e 50% ; 

nota 3: carência entre 51% e 75% ; 

nota 4: carência acima de 75% . 

A Tabela 22 mostra as carências das regiões quanto ao 
atendimento por saneamento básico, salientando-se que as 
mesmas, quanto ac esgoto, superam as carências relativas à 
água em todas as regiões, com exceção da região das Ilhas, 
que tem o mesmo nível de atendimento nos dois casos. É 
exataments a região das Ilhas que apresenta o pior quadro no 
conjunto das regiões, pois possui a carência máxima (nota 4) 
quanto a água e esgoto, seguida da Zona Sul, com nota 4 para 
o esgoto e neta 3 para a água. 

k Tabela 23 resume a situação das vilas com relação ao 
abastecimento de água, a partir das notas atribuídas às 




regiões. Nota-se uma divisão nítida das vilas em dois 
grupos: aprosi.madamente metade das mesmas têm carência 
inferior a 25%, enquanto a outra metade apresenta um 
déficit de atendimento superior a esse percentual. A 
situação predominante é a de carência entre 26% e 50%, 
abrangendo 103 vilas, correspondentes a quase 47% do grupo. 
0 subgrupo com melhor situação (carência inferior a 10%) 
compreende 58 vilas e corresponde a 25,33% do grupo. Assim, 
no seu conjunto, as vilas têm um atendimento inferior ao das 
áreas de ocupação regular, uma vez que nestas em torno de 
98% das economias cadastradas são contempladas por este 
serviço. Entretanto, é de notar-se a expansão do atendimento 
nas áreas irregulares. Do total de 229 vilas, 198 tinham 
rede de água instalada, embora, sem beneficiar toda a 
população, como mostra o quadro de carências acima descrito. 

As Tabelas 24 e 25 mostram a situação das regiões e 
vilas, com respeito ao atendimento por rede de esgoto 
sanitário, revelando-se uma situação bastante inferior à do 
abastecimento por água, nas áreas de ocupação irregular, já 
que mais da metade das vilas têm nota 4, ou seja, estão 
situadas no caso de carência máxima, acima de 75% . Nota-se 
ainda que 83% das vilas tira déficit superior a 50%. As 
regiões com .melhor nota no atendimento por esgoto (nota 2) 
são as regiões Norte e Nordeste e com a maior carência (nota 
4) são as regiões das Ilhas, Kumaitá-Navegantes, Grande 
Glória, Grande Cruzeiro, Cantro-Sul, Extremo-Sul, Eixo da 
Baltazar, Sul e Centre. 




0 detalhamento dos dados do DMAE (conforme Tabela 25) 
revela a situação inferior das áreas de ocupação irregular, 
relativamente às áreas de ocupação regular. Estas últimas, 
como visto acima, são em grande parte atendidas por rede de 
esgoto cloacal ou misto. Nos assentamentos irregulares, 
64,89% das vilas não tem qualquer tipo de rede; o esgoto 
cloacal atende integralmente apenas 13,33% das vilas e 
parcialmente 4,39% ; e o esgoto pluvial cobre, integral ou 
parcialmente, apenas 16,89% . 

Contudo, aqui também houve expansão da rede de esgoto, 
tanto cloacal como pluvial, como mostra a Tabela 21. De 
acordo com a listagem do DMAE, há implantação de esgoto 
cloacal em 41 das 229 vilas relacionadas, além da instalação 
de esgoto pluvial em outras vilas. 

Concluindo, verifica-se que, quanto ao quadro geral da 
.cidade, o atendimento por água, pela sua maior .abrangência, 
é bastante superior ao atendimento por esgoto sanitário, 
estando as carências concentradas, nos dois casos, nas áreas 
de ocupação irregular, No entanto, houve expansão das redes 
tanto de água como de esgoto nas áreas irregulares, fato 
que, juntamente com os programas de imunização da saúde 
pública, contribui para a queda das doenças infecciosas e 
parasitárias como causa de óbito nos assentamentos 
irregulares, como foi visto em item anterior. Apesar, porém, 
de serem beneficiadas pela ampliação destas redes, as áreas 
de ocupação irregular continuam apresentando um nível de 
atendimento inferior ao das áreas de ocupação regular. 




Comentários Finais: Globalização e Pobreza no Contexto da 



Metrópole 

Pelos dados expostos acima, constatou-se que algumas 
modificações que vinham acontecendo em Porto Alegre desde a 
década passada continuam a operar-se, tanto no que se refere 
às características econômicas de desindustrialização e 
terciarização como em relação ao fenômeno de segregação 
social. 

No que diz respeito à industrialização. Porto Alegre, 
mesmo mantendo a posição de município com maior participação 
na renda industrial do Estado, vem perdendo relevância como 
centro industrial. Por um lado, sua participação na renda 
estadual desse setor vem declinando, com a tendência de 
reconcentrar as indústrias nos outros municípios da Região 
Metropolitana, a qual, em consequência, aumentou a sua 
contribuição na renda industrial estadual. Por outro lado, a 
produção industrial tecnologicamente mais avançada é 
limitada em Porto Alegre, onde, com exceção do Complexo 
Químico, os ramos industriais mais representados são 
considerados tradicionais, do ponto de vista das inovações 
tecnológicas. 

Contudo, mesmo perdendo posição na indústria gaúcha. 
Porto Alegre continua sendo a metrópole do Estado graças ao 
crescim.ento do setor terciário, onde se neta a importância 
de sua participação na renda e na PEA do terciário estadual 
e o crescimento desse setor na estrutura da sua renda 




interna,' que passa de 69,62% em 1980 para 76,97% em 1990, 
fatc que se relaciona com a inserção da capital no processo 
de glcbalisaçãc da economia e ao novo papel que as 
metrópoles assumem neste contexto. 

Na composição do setor terciário, verificou-se que o 
subgrupo Demais Serviços comportou-se mais dinamicamente do 
que o subgrupo Comércio, já que este diminuiu sua 
participação na renda interna do município, enquanto a 
participação do prim.eiro aumentou. Isto se deve ao 
surgimento de atividades de cunho mais especializado e mais 
sofisticado, as quais de acordo com os dados, constituem 
predcminantemente serviços modernos e voltados para a 
Produção, 0 que configura uma base potencial para a expansão 
eccncmica de Porto Alegre. 

Os dados sobre a ocupação mostraram que em Porto Alegre 
,o emprego formal abrange cerca de 2, '3 do pessoal ocupado, 
apresentando, porém, uma pequena queda ao longo do período 
analisado. Na área urbana a formalização nas relações de 
trabalho é predominante nos Serviços para a Produção, 
enquanto o trabalho informal predomina nos Serviços para 
Consumo e na Indústria de Construção Civil. 

Ao .mesmo tempc que se verifica essa transformação 
econômica em Porto Alegre, percebe-se, quanto à questão da 
segregação sccic-espacial , que as áreas de ocupação 
irregular têm acompanhado a tendência geral de movimentação 
da população urbana, em direção às áreas intermediárias e 
periféricas, formando núcleos entremeados com as áreas de 






processo, as áreas de subabitação 
um ati e nãüinen't o "oo- rede d.e ácua e 
írif irados nas áreas de ocupação 
sssos cccrridcs nos assentamentos 

rT.tlD •‘3 h cXÍ13n3S.O âs ITwâSS â.0 -éOUS 0 
ição da mortalidade. De fato, vimos 
aumento na extensão das redes de 
rTro- de economias ligadas às mesmas, 
çãc irregular foram beneficiadas, 
or essa ampliação; por outro lado, 
no ccef iciente de mortalidade 




■= 1??2, atingindo— se índices bastante 
ção 5CS parâmetros internacionais, 
entre '.Lmã evidente crise econômica e 




eda n- mortalidade de .menores de um ano pode 
s.m gr-.ndo parte, pela adoção de um progra.ma 
de ',;aino oustc adotado pela Orcaniração 
úõE-, oonotants de seis vacinas contra doenças 
de 1-orga aplicação nc mundo, ü.m exemple dessa 
dução da mortalidade infantil de 139 para 91 
11 naocidos vivos, entre 1970 e 1992, nes 
;T de ronda mais baixa. Em Porto Alegre, os 
i.m.v.nira.oão for~..m ocmplementadcs pela extensão 
ig’;.a o esgoto, cujo efeito é exatamente a 





A-ricis Metropolitanas ãe Curitiba e São Paulo, registrou 
3r--:-nto da prop^^oõc de pobres naquele período, passando de 
t-.T; 1921 para 20,95 eni 1990. Efetivamente, as Regiões 
Hetrcpolitanas de Perto Alegre e do Rio de Janeiro foram as 
duas únicas metrópoles que apresentaram aumento nesse 
sentido, já gue nas demais regiões metropolitanas registrou- 
se :;ma musda r.c peroentual da população pobre. 

'■a RH?A, o número de pobres passou de 417.900 para 
542.400 entre 1921 s 1590, podendo inferir-se que se a 
região rome um tcclc apresento’.: um aumente, o mesmo ocorreu 
ocm. a Capital, embora nlc na mesma proporção da região, 
porque segundo P.ocha (1994', Porto Alegre, Rio de Janeiro e 
r rio Heritonta encontram-se na mesma fase do "ciclo de vida" 
das .metrep' las , caracteritado pela expansão da pobreza para 
a osriferia. metrooclitana . diferentemente de Salvador, 
Fortaleza e 2ão Paulo, que apresentara uma forte concentração 
de pobres no rr.unicipio-núclec . 

Cs dados de 1990 indicam que Porto 
Alagre possuía .32,5% dos pobres da RMPA, num total de 
209. 74S pessoas, equivalendo tal número a 15% da população 
octal da Capital. 

Zm ocm.plementação ao enfoque da pobreza pela renda, a 
autora analisou i diferença de atendimento dos pobres e não- 
pc.breo por água e esgote, considerando adequadamsnts 



. A i ,S 






'7 ^ ? 



;m iomioílios ligados à rede geral 
:■ cc.T; canalização interna e à rede 
■se critério, em Porto Alegre, c 




.acac aem abastscimentc de água era de 29% 



nu rs cs 



e, quanuc ao 



ara de 32t e 5%, raspectivanients (HOCHA, 1994). 



• encondra nas vilas cí 



■ .O 



*z*o f 






la Cac-ital d-* 



úgnif icativa dos 
ocupação irregular, podemos 
a constatação das 
itamsntos regulares 



: — V 



- 

.-ii-egre, 

urbanos 



'.Cl .uu 1 . ^ 



enpansãc dssoas vilas irregulares 



^ ^ X. C G 'v*' 






0 Qiii-p ad o s 



T n ^ ^ r"- 

'UW 



de enclusão social em Porto 
capital, em que os vários 
?ãc imobiliária e a acãc 



seletiva do Estado se combinam em 






imanto 



uso 



habitacional, indunin 



>ai::a renca a ocupar c escaco uroaru 



capital imobiliário cria Icteamentos 



ciualidada . às ve 



« 'ü 1 1( fe ^ 1* <mL» #■ 



•r-\ — -« - • "S,ry ‘ 



‘a-estruzura , Altc- 



0 conomico s sm 
a população de 
periférico, em que o 
populares de nama 
etivamente, a 



:c?ulação invade áreas públicas ou 



Este fenômeno, que caracterinava a capital gaúcha ao 



í“* T“ ^ 2 


G.XwZ.nt^w o.*30^dch.3 / 


adquire açora 


novos contornos. 


-i 1-* e— ^ y -4 .-1 í-\ ^ 


„aO OO 1- 3.;. ^ Cí dci 


cbaliraç-ãc e da 


mcdsrnisação . A 


aupancãc 


do terciário sm 


Porte .\legr-3. 


na sua feição 


moderna , 


■através do aument : 


I dos S3rVÍ30S 


voltados para a 



du-. 



, oem comc c 



la 



comercio , 



eccnomia 
formas d? 



a economií 



V X -w. 




ao aumento do desemprego decorrente da modernização 
econômica -e às desigualdades de renda, as metrópoles em 
geral e Porto Alegre em particular, sofrem uma fragmentação 
entre um setor moderno, acessivel à população com maior 
nível de informação e com demanda solvável, por um lado, e 
outro setor majoritário, caracterizando uma economia 
popular, por outro lado, com uma fraca articulação entre os 
dois setores da economia. 

Dentro desse quadro global, que aponta para uma 
dinâmica capitalista de "crescimento sem emprego", Coraggio 
prevê que metade da população economicamente ativa a nível 
mundial deverá constituir "um crescente conjunto inorgânico 
configurado pelo trabalhe por conta própria, a 
"informalidade" quase-doméstica{ . . . ) e a (informalidade) que 
se deriva das novas modalidades de produção moderna 
{ terciarização do processo produtivo)" (CORAGGIO, 1993, 
P • 5 ) . 

Em Porto Alegre, este novo tipo de segregação sócio- 
espacial assume também a forma de auto-exclusão por parte do 
segmento com maior poder aquisitivo, quer ocupando redutos 
de consumo, como shoppings, quer no que se refere ao uso 
residencial, como os loteamentos fechados, verificando-se, 
nos dois casos, a proteção destes redutos por um forte 
esquema de segurança. 

A fragmentação recente caracteriza, assim, um novo 
fer.ô.meno de exclusão social que se superpõe ao processo de 




• f t 



33gr-3'iaçâD- c çu"*- js Tinha se verificando em Porto Alegra, 
dcrinadc pala Icgica ca acumulação capitalista. 

A separcç-ãc entre cs dois setores da economia é vista 
?cr Pcraggic- ccmo uma fcrme dc dualismo urbano: "uma ilha de 
empresas modernas num mar ãe excluídos", em gue "as 
atividac>.c econcmicas "informais” de sobrevivência (são) 
ligadas de muitas -naneiras ao setor moderno, mas de tal 
maneira gue já r.ãc pedem rer vistas como subsumidas à lógica 



do '•anital ' 

Mc mesmo 
:■ u : IV. nc nc v 






' COHAGGI 0 , 1993, o, 10). 



er.tido vai a análise de Ribeiro e Lago, para 
padrão de produtividade da economia 



4 possível "admitir gue o cenário das nessas 






:ria- 



s sa 



ser marcado pela des- 



me tropo lis ação e 


peia des-associa 


çâo 


■oduçlo do capital 


e a reprodução de 


um 


cpulacicnal cuja 


qualificação não 


a 



a a entrar nc sistema produtivo". (RIBEIRO, LAGO, 

19=4, p.3). 

Neste contexto, cabe indagar sobre as possibilidades de 
intarvançãc nesta realidade, a partir de um programa urbano 
objetivando reducir o quadro de exclusão existente. Para 

Ccraggic, a pcssibilidade da intervenção mais adequada 

sm ver gue a nova configuração de 

íccrrsnts ca glcbalicação , determina as 
desenvolvimento urbano; por outro lado, 
atuar sobre estas tendências de .modo a 
curto 3 mádic orazo, cs efeitos da 






. .'1 





aessa 




N0?A5 



■ ^ y \Ts. y 

■ " ?92 Kc-n 
■' 1992 } . 

(2}?or árec-S 
õubai: Itação , 

cie 



r5 " 



r: e c* — 

: ■", p 'y 



- — I f 

ocr \ . 



OS trabalhos de Araújo (1992); Dsdecca 
Ferreira {1392); Gonçalves e Semeghini 
lavir.as e Nabuco (1992); e Pacheco 



ocv.paçãc irregular compreende-se as áreas de 
forma como sãc definidas e demarcadas pela 
Sccio-Pconômicos da Secretaria de 



rvf ^ ■ 



•. — - 



f T*^CT / CT5V \ 



'3 'Essas Timiicíp los , co:r: suas respectivas taxas, são: Parobé 
(l.'^,3342), rovs Earts (9,314%), Estância Velha (6,414%), 
Guaib- (5, ”•'3^), Portão (5,505%), Sapiranga (5,407%), 
Gravataí (5,230%), Eldcradc do Sul (5,097%), Dois Irmãos 
, 3ãc lecp-ldo (4,952%), Alvcrada (4,090%), Novo 
( 2 , '^33" } , v-lamãc { 2 ,270% ) , Campo Bom ( 3 , 19S% ) , 
•jy. '-y -7^%' = E~teÍo -2 '^97%) 



^ 4'Daccs, r e CD 3 c t i V3.ment e , 

'lOO-l'. o t:T.T7.p •■■^3 lO^O. 



:c Censo Demográfico de 1980 



, que entre 1980 e 1985 houve uma 
entual de Perto .Alegre na renda de 



d:3. nHzrí. i- c i. So os 
serviços do Estado, tanto no total do setor como nas suas 
duas subdivisões - Comércio e Demais Serviços. De 1985 para 



1990 heuví 



umí 



1 4- ti 



3 n t. o *1 o o 
i c Sc 

:onf igurande , pcién. 



;/onv§nic 



recuperação da contribuição da 
=etcr, que inclusive se refletiu na 
lo município na renda gaúcha, não 
:m retorno aos níveis de 1980. 

e 



Desemprego na P.egião 
realizada através de 
DAS/SINE, SEADS/SP e DIEESS. 



mp r e gc 



(7 '.Aqui, ncva.mente, âsve-se levar em consideração a queda da 
participação percentual da Perto alegre na renda de serviços 
estadual, conforme a Nota 5. 



(3)No trabalhe da PED.^SP, foram considerados, efetivamente, 
dois aspectos para discriminar os ocupados nos serviços: o 



amo 



A ■ 



:ãe e.m qus o ocupado se insere e o tipo de 
•'ínculo de trabalho (pcsiçãc na ocupação). Por questões 
mstoclológ; cac , em. função dc tamanho da amostra para o 
município de Porto .Alegre, não foi possível fazer o mesmo 
crunamer.t:: com os dados da PED/RMP.A. 



993 

not: 



'D na P.MPA tenha 
apenas com os 
: possível ainda 



ido iniciada 


■^ITi 


•dos de um 


ano 


:azer uma sá 


ri8 


estudos da 


DT7n 



-tC . 




f'l l‘3»d 



e 



^ ! 



.nfcr~ai, ncs 






■- adoia 



f ^ f\ 



::oioca nc seror 

1 »'■-. 3 ^ a Cl C 3 3 L 3 3 -5 -3 ~ ís •■^3 t \x2^ C’’ 0P2.'^*^ OS 

rs ~ ^ - -2 ^ --S -r - -<“ r .—. --W T T7t 

ic,c"- 2 :- .'-:r c-a- ' própria, acualea rem carteira de 
rrrada - :s ::^-r r erauneraçâr . Ein nossa pesquisa, 
s ■"■~òér: ‘s anpregadores coro setor forrai. 



onomia e 



00 c. 



laborados pela runcação àe Sc 
lios, ccorõ., 1?S6: OLIVEIRA et ai., 

3. COS 3S*“3S 3S03CCCS 3 3 ICC Í Võ-alSIlCS SO USO 



ocuoHcãc cc 3 cio urb-cno 



rm Porto Alaar; 



'12;No presente trabalho 
resra retcdolcgia aãctac: 
Porto Alegre, onde C'S c. 

V ü ^ í T r .•t: ^ ■'" íü * ■ 3 p O O OT 

-T fÁ O r"! ^ ■*" Í 1 ^ ?5 



:orr. dados s 
rn Gliverra 
uitos sãc 
into à dist 




raanteve-se a 
(19SS), para 
por bairros 
;entro, preço 

ct (ac‘^áS0'‘*!2^c 




rendas e 
ic^ 

Circuito 
Lindeis . 




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o ^ 



! ' OQ,l 



■D = • 1 . 



Renda 

r-prT-Dn 



pobreza nas metrópoles 
de Q. e 3A.NTOS JUKIOE, 
fracrmentacão e reforma 



,2T SS 1 



e: 1 : i=l D í 




Tabsia 1 



Parti cipaçSo de Porto 
1990 


Alegre, per 


Setores, 


na P.enda Interna 


do Estado - 


1980 - 


SETORES 


âna Agropecuária 


Indústria 




Serviços 




Total 






Comércio 


Cé-taia Serviços 


Subtotal 




198C C.34 


18.37 


23.54 


30.72 


30.09 


21.71 ■ 


19S5 0.43 


12.45 


24.84 


26.70 


26.32 


17.37 


1090 0.94 


12.44 


27.10 


28.97 


28.55 


19.79 


fonte dos Dados Srutos 


: FEE. 











Nota: Os dadcs refsrentss ao ano de X980 têia seus valoras diferenciados dos 
dados de estudos anteriores, devido a naidancas realizadas na metodologia 
de cálculo dos valores coletados, por parte do núcleo de Contas Regionais da 
?E5. 




rabela 2 





t c o a ç ã 0 da R s n d ■? 


Interna 


da Indústr 


1 c 


Maiores 'íuniclpics 


— "P-, — 


1990. 




Municípios 




a 








1 ? 44 


o 


Canoas 




i.Õl 


3 


Canias do Sul 




7 . 55 


à 


Ncvc Ham.burgo 




5.52 


5 






4 . 39 




Grav^atãí 




3 . 68 


7 


Sao Leopoldo 






Q 

w 


Pelot as 




7 r\ o 

O . üs 


9 


Santa Crus do Sul 




2 . S 7 


10 


Bento Gonçalves 




2.23 




Campo 3om 




2.18 


-f -o 


Sapucaia do Sul 




2.Õ8 


13 


Guaíba 




2 . 06 


14 


P. io Grande 




2 . 00 


15 


S 3.p i. X* STIC? 3. 




1 . 79 



Participação dos Mur.icípios 
Selecionados 64.27 



Rio Grande do Sul 100.00 

r onte : FES . Núcleo de Contas Reçicnais . 




Tabela 3 



Part 


i-cipação Municipal 


da Região 


Mef^^opolitana 


e de Porto Alegre 


TíB. X 


ndustria nc R.io ‘ara 


nde do Sul 


. , por Número 


de Empregados - 1991 








% de Empregados 


Gêne 


■*- r' 




Porto -Alecre 


Principal Município 










Produtor 


« X NU. . 


Bebidas 


26.0 


18.0 


Porto Alegre 


Ir.d . 


Borracha 


5 D , V 


1 . 9 


Sao Leopoldo (22) 




Calcados 


57.0 


7.0 


Novo Hamburgo (17) 


Ind. 


Couro ?el. Sin. 


56 . 0 


1.0 


Nevo Hamburgo ( 17 } 


Ind . 


Diversos 


4? . 0 


19.0 


Canoas (13) 


T ^ 

- . 


t . Gr Hf * 


710 


47.0 


Porto Alegre 


Ind . 




36.0 


16 . 0 


Porto .Alegre 


I nd . 


FUITiQ 


O n 

s.' . V 


7.0 


Perto Alegre 


Ind . 


Madeira 


17.9 


3.0 


Porto Alegre 


-r ^ ^ 

Jm • 


Mat . Elet . Ccrr. . 


48. 0 


11.0 


Gravatai (19) 


Ind. 


Mat . Transo. 


29.0 


3.0 


Porto Alegre 


T níj ^ 


Mecânica 


50.0 


10.0 


Porto Alegre 


Ind. 


Metal úrcica 


52 . 0 


14.0 


Porto .Alegre 


Ind. 


Min. Mão— met-?, 1. 


35 0 


8.0 


Porto Alegre 


Ind. 


Moi)B Xf^rio 


16.0 


5.0 


Porto -Alegre 


Ind . 


panei e Pane Ião 


56.0 


10.0 


Guaiba (17) 


Ind . 


Per. Sab. e Vel. 


69.0 


38.0 


Porto Alegre 




'^rod « F-HrPi . 


63 . 0 


54.0 


Porto Alegre 


Ind . 


Prod. Alirr,entar. 


19 - 0 


9.0 


Porto Alegre 


Ind . 




75.0 


17.0 


Triunfo (19) 


Ind . 


Química 


C4 . 0 


10 . 0 


Triunfo (11) 


Ind. 


Têxtil 


60.0 


10.0 


Sapucaia do Sul (26) 


Ind. 


Vest. Art . Tecn. 


36 . 0 


20.0 


Porto Alegre 



Ponte: Secretaria da rasenda - RS 







D ÍCÍDõ.C-5 ?' 




Z n^t ? 5. '-los S$ r V Z c o s 

■:: - p^p - 







Municípios 


Q. 




-- 


-t 


Al SC*'"" 


9Q 


14 




2 


Canoas 




05 






^ ^ "V ■’S" 


/< 


^ r\ 

Z. '•* 




.4 


Nevo Hamburac 


w . 


46 




5 


Passo Funio 


3 . 


00 




c 


Estaio 


/ 


9 9 




■7 


Pa lotas 


ry 


98 




8 


^■'O 


n 


G 




9 


Santa Maria 




C G 




Ó 


Santa Cruz do Sul 


«í 


K O 


1 


i 


Sao Lsepoido 


A 


46 


f 


L, 


Ijuí 


■I. * 


37 




-7 

0 


lRr-ô(^h Ijn 


•1 


18 


1 


4 






1 ^ 


1 


e; 


Uruoua i a.na. 


1 


0”^ 






p a r* tl C t> C ^ ^ -''^ O S H'* J í *0 o ? 










S a 1 0 c i c n a d 0 s 


64. 


^ O 






Rio Crande de Sul 


100 . 


00 




■*s 


^ " P _ Cc'^"“C 








^ ^ ^ 



?es 


soai Ocuoado nc Set cr Ter 


ciário - 


** 


nse Maiores Municinios -- 


RS - 1985 




Tvf ^ t ^ T ^ O. 


Q. 

*o 


1 


Porio Aleore 


43.63 


o 

ái 


Caxias do Sul 


4 . 41 


n 


”Pa 1 5 


3 . 21 


4 


No'-'c Hamburgo 


3.20 


R 


Canoas 


2 . r.2 


c. 

w 


Pio Grande 


2.31 


7 


Santa Maria 


2.24 


8 


Pc.seo Pundc 


1 . 73 


0 


Sac Leopoldo 


1 . 66 


10 


Santa Cruz dc Sul 


1.04 


i ^ 


Gu ai ba 


0 , 98 


12 




0.9? 


1 


Santo -Angelo 


0.92 


14 


3agé 


0.S5 




Cruz .Alta 


0 . SI 


Par 


ticipaçãc dos Municípios 




Sei 


ecionados 


''0.41 



?.io Grande do Sul 100.00 




d 





ande 
IBGE . 







Estrutura 


Setcriai -da P^ends. 


— -isa 


Alegre - 1280 - 


1990 

i asi % ) 
















Ano 


Z.S IX 


S 

Ccsártií 


Services 
Panais Seir.’iços 


SuDtctai 


Total 


13S0 


•-» -1 í í .n 

w> . 


“ Á Q ■* i 


49 . 48 


69 . S2 


100.00 


* fyOK 


t\ “:o — •; 

V • w w . •< 


.72 14. 23 


59. ss 


73. S9 


100.30 


1330 


c *7 *> 


* 1 ■* 2 ” ^ 


50.45 


7S.57 


- 100.00 



tas SC 



xics 






des 



CCxirt^3C 



tS 1320 tiE 3SUS V£l:;r 
sulcncEs ras.lir- 2 .das 
■i3 "riclea ds Contss 



‘ss üfÊrencisdsa dos dados 
na setc-dologia da sâlcula 
P.3Sicnais, da 5EE. 




C l VI P i 



Tabela 7 

istrilaui-aãc Percentual dos Ocupados, Segundo o 
stor de Atividade Econômica do Trabalho Principal, 
2 - .^ier'-'e rnédia de 



Setor de Atividade Distribuição (%) 







ICO.O 

11.0 

4.5 

16.0 

61.7 

6.3 

0 .. 5 - 




FGTAS/SINE, SEADE 

ia, extração vege- 
if içadas . 




Dêms.i.2 Sôrvi 






0 



rcsnfjal 5cs Trabalhadores no Setor 
os. pslos: gruoos ligados a Produção, 
ços Scciois - Perto Alegre. 1992 



• 5 ^^ ^ 4 



Q, 

‘o 







*Serriçcs Sspeciãlizadcs 



■^Serviços Crsditicios e Financeiros 
*Serviçc3 de Comuna cação 
•^Cc-ércio, Administração de "alcras 
1’’ áries e de IiTió^^eir 
*Serviçcs Auniliares 
^Oficina de Separação Mecânica 
"^Cutres Serviços de P.eparação a 
Limpeza 



- Serviços 


; para o Consumo 




W V — 


Pessoais 




^Serviços 


de .Alimentação 




*Serviços 


Domésticos 




■*Di ver sões 


, Radiodifusão e 


Teledifusão 


- Serviços 


Sociais 




*Ser’/içcs 


Jgj rT+. -1 ; -r=- Di'iV.1 


ica 


OOS 


de -Administração 


Pública, 


Forças Ar 
♦Educação 
♦Saúde 


madas e Policie: 




♦Serviços 


Comunitários 





43 . 0 




K 7- 

W * I 

1.5' 



1 é. 

5 . 

2.8 

8.3 
10.5 

2 . 3 
5.1 

9 . 3 



37 

r o 
^ . O 

12 • 2 
Q ^ 5 

o o 

w ■ ^ 

á 1 



TOTAL 



100.0 



Fonte: ?EI 






n-y-^' 



Vclw IC 



FES, FGTAS/SINE, 



SSADE-SP 




Tabela 9 



Porcantagam de 
Grupos Ligados 
d •' 1 ° a ''992 



Alvarás Emitidos no Setor Serviços, Segundo os 
a Produção, Consume e Social - Porto Alegre - 
c ' ^93 



Per 



,a. 



■gt' 



Total de 
(de 01/01/89 
a 31/11/92) 



Alvarás 
(de 01/01/93 
a 31/12/93) 



- Se 






'Viçes 


para a Produção 


82.39 


75.08 


viços 


para o Consumo 


4.52 


6.60 


viçOG 


C? rn r-< ô ^ 1 cr 
w w d ,1;. 


13.09 • 


18.. 32 






100.00 


100.00 


Secrs 


taria Municipal da 


Indústria e Comércio, 


POA. 




Ú3S FâSSOãS Qctipãcss por —9 



Atividade , 
1390 



{ sm i / 



Hacos ds 



Peasoas Ocupadas 





rctGi 


Istcr Fcrsal/ 


Tctal Satcr Inícrsa. 


— 1 

.» O W6.^ 




15.54 


34-45 






. Iw 


73,74 


S wS 


ICO . 00 


34.17 


1 5 . 23 


Trsrts r c «G 








i.À'^GUk3 vGG 3> -S4.S CGiaS^ÂrtlÇ^O 


IGC , 00 


48.57 


51, ^2 




100. CO 


52.59 


17 


Industriais 








Cj.aêrcic de ííercadorias 


ICO. 00 


SC. 92 


35.32 


Prestação ds Serviços 


^ W W . w wf 


41.18 


53.32 


Sei-riços Ausiiiares da 


100 . 00 


55.01 


44.55 


Atividade Eccnósica 








Jrar.apcrte a Ocsunicacão 


100.00 


75.41 


7*^ =a 


Social 


100. CO 


DÕ . 3£ 


33 . 14 


Adciinistraçàc- Pública 


ICO.OC 


ICO. CO 




Cutras Atividades 


100.00 


70.91 


29 , 09 



dos Oados 2rutcs; PESQOI2A ;iACIC;!Al ?GP. .‘draSOSA DE DODICÍLIDE 1390: Ssgiz 
■íecrcpclitanas ,1390). ?,ic de Janeiro; lEGE. 




i;o ».o fo to u> to 
o 'O 1.0 j tr> ii'- 



Ts-bsls 




nc3 Setores rormal 
Ccopadas na HM?A - 



e Informai em Relação ao 
1984 - 1990 

( em 



Total 



'c 



\ 



Pessoas Ocupadas 



1- 






r-.-. 1 










^ r\ 


o n 


c r 


A A 


__ \Jf W 








1 r\r\ 


A A 


a, ^ 


7 


« V.' 


. V 'V 


w w 


• / W 


-f nn 


AA 


£ ^ 


O A 


4-Lt 'v> ^ 


• 


D V 


• O 


100 


A A 


65 


. 62 


1 c ^ 


A A 


66 


.45 


*1 pn 


on 




o-: 






sj W 


. -J 


-1 n n 

— V.' 


A A 

- \j 


65 


. 54 



í:al Setor Inf orraal/Total 



32.78 

33.25 

33.17 

34.38 

•33.54 

33.09 

34.46 



Fonte 

•? o P •“ ’ ^ 



dos Dados Brutos: PESQUISA NACIONAL POR 
99C : Regiões Metropolitanas (1983/1936, 
Rio de Janeiro: IBGS. 



.AMOSTRA DE D0MICÍ.LI0S 
1988/1991) 




W M ' d n Cd 



3eia 12 



Crescir.ento 
e Participa 

_ lOOQ _ 



o ics 



r-j 



em Porto Alegre, Segundo os Circuitos de Área, 
tos de Área na População Total em Porto Alegre 



1580 1991 Taxa anual de 



Crescimento 

População % População % 1980-1991 



w 0 n 


329 


" 5"^ 


30 


312 282 


24.72 • 


(0,75) 


Intermediário 


■c; *7 ^ 


d n n 


32 . 9S 


3S5 346 


30154 


0.35 


Periférico 


oon 

—1 SJ 


OC -! 

w - 1 . 


33.84 


525 247 


41.58 


2.97 


Especial A 


29 


814 


2.65 


32 939 


• 2.61 


0.92 


Especial B 


A 


531 


0.40 


6 37 5 


'0.55 


3.86 


Total 1 


^05 


 *y ^ 


100.00 


^ 3 *^39 


100.00 


1.06 


Fonte dos Dados 


Bruto 


s: IEG2 


(s -d. ) 


Situação 


demográfica de 


Porto 



Alegre (mimeo). 




Tabela 13 

Bairros cciu Maior Crescimento Populacional Entre 1980 e 1991 





Discriminação 


1 a. a. 


Regiões das 
Vilas/DMAE 


\ 

o. ; 


Belsm Valho 


21,933 


Extremo-Sul 


2) 


Vila Nova 


i c A nn 
j_ D ^ 


Cantro-Sul 


^5 % 
u 


Rubem Bsrta 


O 7 0=; 

W f / w w 


Norte 


 ^ 
■“ / 


Kumaitá 


7 Q 7 7 


Humai tá- Navegantes- 


^ ) 

w • 


Ncnoai 


r 7 0 7 

0 , / ^4- 


Centro-Sui/Grande Cruzeiro 


6 ) 


Espírito Santo 


C 0^0 

W ^ U TW 


(nao tem vilas) 


7) 


Bom Jesus 


7 Q 7 


Leste 


S) 


Boa Visto 


4. -» 7 7 


Eixo da Baltazar 


9) 


Restinga 


• / o. 0 <Mt 


Restinga 


10) 


Bela Vista 


4 , 25 


(nao tem vilas) 



Circuito 
FEE (1) 



Fcnta ; 


IBGE. 




f ) c 




Central 


T 


= Circuito 


Intermediário 


? 


= Circuito 


Periférico 



0^0 MMt-t 




Tabela 14 



População em Habitações Subnormais po 
Circuito íie Área em Porto Alegre - 199 



/-t T T f T rn/^ Q 

«L V 'w w .i» ^ w 


População 


a 

'O 


Central 


2 458 


2.48 


Intermediéxio 


49 139 


49 . 52 


Periférico 


46 765 


47.13 


Especial A 


870 


0.87 


Especial B 


0 


0.00 


Total 


9S 222 


100.00 



Fonte dos Dados Brutos: IBGH (s.d.). Situação 
dsmcçrifica de Porte Alegre (mimeo). 



(-1 




's.t:ela 15 



Hairros de Forto Alegre com ííaior Percanzual de PopulaçSo era Habitações Subnormais, Segundo o 
IBGE - 1S91 



Discriminação 


Popu 

Tctal 

(2.) 


lação 

Em babitaçõas 
Subnoraais 

Húmarc (2) 


% 


Taxa Georaâtrica Anual 

de Crescimento da 
População Total 

1980 - 1991 


Circuito 


4 \ TTã ri 


1 41S 


870 


61.35 


0,942 


E-A (3) 


2/ BOITi u^S3Í23 


21 987 


9 986 


45.42 


5,397 


I 


3 ) Santa Isreza 


41 393 


18 927 


45.17 


■1,079 


I 


-4) Vx2.s vOow 


10 733 


4 213 


39 . 23 


2,285 


P 




13 410 


5 19€ 


36.52 


0,307 


P 


B ) Açircr^cnxâ 


2 132 


775 


35.54 


12,842 


P 


7) üoncai 


29 S83 


5 S35 


19.33 


6,722 


I 


S j Cascata 


20 008 


3 737 


18.68 


2,397 


P 


9) Sarandi 


55 144 


9 203 


16.69 


0,538 


P 


10) Fartanon 


47 534 


5 877 


12.25 


1,391 


I 


Tczai.3 


244 062 


64 643 


_ 


- 


- 



Fonte dos Dados Brutos: I2GE (s-d.)- Situação deaogrâfica de Porto Alegre (rairaeo) ■ 
«tlota:(l)-A painilação destes dez bairros representa 19.32% do total da população de 
Porto Alegra 

(2) -A população subnornal destes dez bairros representa 65,14% do total da popu- 
lação subnor.mâl ie Porta Alegra. 

(3) -Trata-se do Circuito Especial .A, gue abrange os bairros balneárius de Porto 

Alegre . 




Í9S2 



ófcitcs zs lísnczzs -ie Cir.cz Anss, ?cr principais Causas a área de Ocupação, em Porto Alegre - 



Prxncxpcixs C^usâs 


-ire a de 
Regular 


Ocupação 

Irregular 


Total 




Znczdêncis 


t 


Ordem de 
Incidência 


-«► 


Qrdan de 
Incidência 


% 


itifêccxwSs.3 B jps.rs.si 




S.2 


45 


11.4 


42 ' 


7.4 


w wwIlOíscs.» .>»,kaA«c>SwX«iâX-ú» 




3.5 




6.7 




4.4 


zapticcmis 




1.9 




2.9 




2.3 


Doenças das SlSndulas sndócrínas. 














da nutrição a do natabolissc a 














transtornos inunGlógiccs 


ss 


2 . 7 


5S 


5.7 


72 


3.4 


Desnutrição 




0.3 




3.3 




1.5 


SID.a. (AIDS) 




1.6 




1.9 




1.7 


Doenças do .Aparslbo Respiratório 


22 


22.0 


12 


32.4 


22 


24.3 


Pneumonia 




17.4 




29.3 




19.7 


Anomalias Congânitas 


22 


15.3 


32 


12.4 


32 


15.0 


Lesões e envenenamentos 


60 


4.3 


52 


5.7 


62 


4.6 


Doenças do sistema ner/oso a dos 














sentidos 


7S 


3.3 


62 


1.9 


72 


3.4 


Meningite 




1.6 




0.3 




1.3 


Algumas afscçõas originadas no ?e- 














ricdo perinatal 


1 0 


38.5 


22 


28.6 


12 


36.4 


TCQ33 3.3 aiãtiTSS C3U33S 


4£ 


6.5 


62 


1.9 


62 


5.5 


TOTAL 




100.0 




100.0 




100.7 



Fonts dos Dados Brutos: BRASIL, "inistéric da Saúde (1992). Declaraçdes de óbito. (Estatísticas 

'dl6 / X « V ) • 




(+ H- 



Tardia 



Segundo 



Tabela 17 



dads Nsciiaii.al e 
c Alegre - 1980 e 



Inf antil 
1992 



a Área de Ocupação, 
(em I) 



in - 
X X. 



Área de Ocupação 

Regular Irregular Total 



talidace 


1 aoQ 


'! 992 


1980 


1992 


■ 1980 


1992 




57.5 


CO O 


44.0 


37.0 


53.1 


56.3 


il Tardia 


42.5 


37 . 7 


c c n 

^ w . j 


n 


46.9 


43.7 



3RASIL. Ministério da Saúde (1992 

via i . 
(1986 } 



(Estatísticas de 

y 4.CÍii}^Cl 



Saude , 1 



M 



^ 1 



í:íw 



rtalidade em Fort; 



A.lsgre. Perl 



) - Declarações de óbito 

. Segregação ..Urbana e • 
Alegre: FEE. 




Tâbala 13 



Hortalicade Infantil, Causas e draas cs OcuFS>ao, sm Porto Alegre - 1980 - 1392 




(Grupos 2 Sussrupos: 1230 1332 ISSO 18S2 1980 

Oriss da I Crds"i ds 0- Crdas de % Ordem de ’i Ordem de ’> 
Incidância Incidância Incidinsiâ . Incidência Incidência 








'50 


16 , 1 


42 


€ . 3 


30 


19.1 


35 


11.7 


30 


17.1 


Dc-snçsã Infscciwsss 






















intestinais 




? . £ 




3 . 6 




10.5 




7.4 




10. S 


Tuterculcsa 








— 




0,4 




— 




0.2 


Septicemia 




4.5 




1. 7 




7.0 




3.2 




4.3 


Dcer-ças das Glândulas 






















encó crinas , da 






















nutriçSo e dc asta- 






















toliano =í transtor- 






















nos iffiunsidgiccs . ■■■. . . 


52 


3 . 2 


59 


2.3 


52 


7.4 


42 


4.3 


52 


e , 5 


Dssnutriçâo 




3.0 




0.7 




7.4 




3.2 




5.3 


SISA {AISSJ 




— 




1.3 








1.1 




— 


Doenças do apareüio 






















Sespiratório 


29. 


IB.i 


*?0 


21.2 


2S 


27. S 


12 


35.1 


25 


2i ^ 


PRausonia 




17.1 




is.s 




26. 1 




33.0 




20.0 


Algumas anomalias 






















Congênitas 


4S 


14 . 3 


32 


15.2 


4S 


9.3 


32 


11.7 


4S 


12.3 


LesSes e anvensnamentcs 


— 


„ 


32 


1.3 




-- 


69 


1-0 


~ 


— 


Soenças do sistema ner- 






















voso s dos sentidos 




— 


7S 


O *5 


~ 


— 


52 


2,1 




— 


Steningite 
















2.1 






Algumas afscgSss fsradss 






















no periado psrir.stal 


10 


41 . 2 


19 


46 * 4 


12 


31. S 


22 


31.9 


19 


36.1 


Iodas as outras causas 


S2 


M ^ 


59 


5.0 


89 


5,1 


52 


A w 


62 


4.8 


TOSAIi 




100 . c 




109.0 




100.0 




100.0 




100,0 


Fonte dos Dadcs Erutcs : 3RA 


•SIl. 


tünis-sric 




^*992) . 


Declarações de ôbitc 


1 , t Estatísticas 


de saúde 


1 . v: 



n (y 




Tabela 19 



Húmero de Vilas per Região do Orçamento Participativo 
em Porto Alegre - 1993 

REGIÃO NÚMERO DE % 

VILAS 



1- Ilhas 


4 


1.75 


2- Humaitá-Navegantes 


13 


5.68 


3- Leste 


20 


8.73 


4- Lomba do Pinheiro 


22 


9 . 61 


5- Norte 


77 


11.79 


6- Nordeste 


10 


4.37 


7- Partenon 


16 


6.99 


S- Restinga 


10 


4 . 37 


9- Grande Glória 


14 


6 . 11 


10- Grande Cruzeiro 


26 


11.35 


11- Cristal 


6 


2.62 


12- Centro-Sul 


20 


8.73 


13- Extremo-Sul 


18 


7.86 


14- Eixo da Baltazar 


7 


3.06 


15- Sul 


4 


1.75 


16- Centro 


12 


5 . 24 


TOTAL 


229 


X 0 0 • 00 


'onte dos Dados Brutos: 


Prefeitura Municipal 


de Por' 



Alegre - DMAS. 




Tabela 20 



Extensão das Redes ds Água e Esgoto Cloacal - Porto Alegre - 
1984 a 1993 



Rede de Água 



ANOS ÁGUA ESGOTO CLOACAL 





Ext 0 n 

v^U. 


são 

ade 


Variação 

Percentual 


Extensão Variação 

da Rede Percentual 




O 'l K *7 

^ U. w / 


281.00 


— 


498 


513 




1 oo c 

C-/ 


2 S7 


671.00 


1.4087 


534 


702 


7.2594 


1986 


o K 


7pn qn 


1.7420 


723 


547 ■ 


35.3365 


100 7 


9 qf q 


654.46 


1.6571 


— 




— 


1 ooo 


^ U / 


244.00 


1.9702 


767 


686 


6.0857 (1) 


•1 coq 


2 340 


742 . 25 


1.4519 


782 


072 


1.8739 


1990 


2 375 


S22.37 


1.4987 


785 


644 


0.4567 


1991 


2 406 


417.19 


1.2878 


812 


327 


3.3964 


1992 


2 478 


506.00 


2.9957 


860 


078 


5.8783 


1993 


2 529 


394.00 


2.4566 


906 


275 


5.3713 


Fonte: Pref 


eitura 


Municipa 


1 de Porto 


Alegre 


- DMAE. 




( 1 ) A vari 


ação j' 


ercsntual 


referente 


ao ano 


de 1988 


foi i-ialculada 


em relação 
rede de esg 


ao ano 

^ 4 

W U W w 


de 1986, devido à falta de 
Dacal para o ano de 1987. 


dados 


indicativos d 




Tabala 






Economias Ligadas - Somente Água, Água e Esgoto - Cloacal 
e Pluvial - e Total da Água e Esgoto - % de Aumento Entre 
1990 a 1993 



ECONOMIAS LIGADAS 





Semente 


Água 


e Esgoto 


Total 








Cloacal 


Pluvial 








i c; (CC 


C Oi 

^ 4 


6.84 


8.63 





Fonte: Prefeitura Municipal de Porto Alegre. DMAE . 




Tabela 22 



Pontuação das Regiões co:ii Relação as Carências 
de Água e Esgote - Perto Alegre - 1993 



Região 



Água Esgoto 



Ilhas 

Humaitá-Navegantes 

Zona Leste 

Lomba do Pinheiro 

Zona Norte 

Nordeste 

Partenon 

Restinga 

Grande Glória 

Grande Cruzeiro 

Cristal 

Centro-Sul 

Extremo-Sul 

Eixo da Baltazar 

Sona Sul 

Centro 



4 

2 

1 

2 

0 

0 

2 



2 

0 

2 

2 

3 

2 



4 

4 

O 

w 

3 

2 

2 

3 

3 

4 

4 

3 

4 

4 

4 

4 

4 



: Prefeitura Municipal de 



Ponte 



Porto Alegre 



BMAE. 










■r\ fy ^ Vv,- ^ ■* 


ção Percentual das Vilac 


coi? Reicv-ão 


a Carênci 


a de Água - 1993 




■^Tr^m ^ 


Número de Vilas ?e 


rcentual 


0 


C O 

^ U‘ 


25.35 


1 


5 5 


-n ,4 r\ O 


2 


1 ■» 
o 

CO 


47 .16 


*5 


4 


1 7 C 

^ • 1 -U 


£ 


4 


1.75 


fppm^r. 


oog 


100 . 00 


Z u "s; ^w o 


Dados Brutos; Prefeitura 


Municipal 


W. o .:. "<_/ ^ w W 


Alegre - DMAE. 










— p02TC0n'Cl.':S'^ 

a Carência de Esgoto - 


das Vilas com Helação 

1009 


Nota Número de 


Vilas Percentual 


f) 


— 


n '^O 

^ <-’ w 


16 . 59 


3 73 


31. S8 


d P. 


51. 53 


rfrííT *2 T 2 *^ ^ 


100 . 00 


Fonte dos Dados Brutos: 


Preíeitura Municipal 
de Porto Alscre — DMAE 




^ n::_ 




^ j-s ^ «3 4 ^ ^ ^2S'C' "^C* T5/^*v"^ 

r-o"^ -“ S^3 


A X £ cj"^ ^ 


Discriminação Percen 


4-r-; - 1 


Sem reds 


64 . 39 


Cloacal integral 


13 . 33 


w<l.w'£Âwda>. ^ G,^ 


4.89 


Flnvial integral 


11 11 


Plnvial parcial 


5 . 7S 


Total 


100 


Fonte: Prefeitura Municipal de 
Alegre - DMAE . 


Perto